Pré-natal é fundamental para prevenir parto prematuro

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Um dos maiores medos das futuras mamães é o parto prematuro, afinal, ele pode trazer uma série de riscos e complicações para o bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma gestação normal deve ter de 37 a 41 semanas e 6 dias. Até 37 semanas a gestação é considerada prematura. Para prevenir o nascimento antecipado, a mãe deve realizar pré-natal adequado, que identifique situações de risco para a prematuridade.

Segundo Dr. Jurandir Passos, ginecologista, obstetra e especialista em Medicina Fetal do Delboni Medicina Diagnóstica, quando detectado algum problema que pode levar a um parto prematuro, a gestante deve fazer um acompanhamento ainda mais próximo com o seu médico e adotar medidas clínicas que controlem os fatores detectados. “Dependendo do fator de risco identificado, a paciente pode realizar exames laboratoriais e de imagem como ultrassom obstétrico, ultrassom morfológico com Doppler, análise do líquido amniótico e do sangue fetal, que possibilitam a avaliação de intercorrências clínicas e infecto-contagiosas, bem como a maturidade e a vitalidade do bebê”, afirma o especialista.

O especialista destaca que em alguns casos não é possível identificar a causa de um parto prematuro, mas a maioria costuma ser causada por doenças, condições e hábitos da gestante. Entre eles, destaca-se a hipertensão arterial, diabetes, gestação na adolescência ou no final do período reprodutivo da mulher (mulheres com mais idade), desnutrição materna, uso de drogas lícitas (tabaco, álcool) ou ilícitas (maconha, cocaína), além de fatores emocionais como estresse.

Em outros casos, a prematuridade pode estar associada a condições da própria gravidez, como infecção urinária, amniorexe prematura (ruptura da bolsa antes do tempo), corioamnionite (infecção das membranas), infecções congênitas (sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus, herpes), gravidez múltipla (gemelaridade) e patologias obstétricas, tais como placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, incontinência istmo-cervical, mães com bebês prematuros em gestações anteriores, mulheres submetidas à fertilização assistida, gestantes com polidrâmnio (volume aumentado do líquido amniótico) ou mulheres portadoras de anomalias uterinas (mioma, útero bicorno). “Outro fator para um nascimento prematuro são as malformações congênitas e as síndromes genéticas”, finaliza.

Complicações do parto prematuro

As complicações dos bebês prematuros se iniciam no momento do nascimento, já que são mais susceptíveis à infecções como também ao desenvolvimento de desconforto respiratório, problemas digestivos, alterações na quantidade de glicose e cálcio, anemia, problemas cardíacos e neurológicos. Além disso, dependendo do quadro, elas podem vir a sofrer com paralisia cerebral, distúrbios cognitivos, deficiência auditiva e deficiência visual.

“O bebê recebe alta médica quando a temperatura do seu corpo fora da incubadora se estabiliza e seu quadro clínico fica estável, além de conseguir mamar sozinho e atingir um peso adequado”, salienta Dr. Passos. Entretanto, um parto prematuro pode continuar impactando no seu desenvolvimento nos anos seguintes. Dependendo das complicações apresentadas no período pós-parto, o recém-nascido, ao atingir a primeira infância e a idade escolar, pode apresentar deficiências motoras, cognitivas, distúrbios de fala, alterações comportamentais – como hiperatividade e falta de atenção, além de deficiência no seu crescimento.

 Fonte:  Delboni Medicina Diagnóstica

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