Ultrassom morfológico ou transvaginal não prejudica o bebê

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Confirmada a gravidez, surge uma série de preocupações em relação à saúde do filho. Além dos cuidados diários com a alimentação e idas ao médico, a futura mamãe realiza diversos exames para acompanhar o desenvolvimento fetal. Um dos principais é a aferição da Translucência Nucal (TN), executada pelo ultrassom, para o obstetra e a gestante terem conhecimento do risco de problemas congênitos e alteração cromossômica.

O obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Javier Miguelez, explica que, entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação, um líquido localizado na região da nuca do feto permite a realização desse teste. “Quando o resultado da medição do fluido está associado à elevação do risco de provável problema genético”, explica. Durante o exame, além da translucência, outros marcadores podem ser avaliados, tais como o osso nasal ou o fluxo na válvula tricúspide (passagem do sangue no coração do átrio direito para o ventrículo direito).

Estimativa

O profissional interpreta a medida da Translucência Nucal junto à três vertentes: a idade materna, o comprimento cabeça-nádega (CCN) e a existência (ou não) de antecedentes de trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down).

Após coletar esses dados, a estratificação do risco é feita por meio de softwares específicos. “O resultado não confirma se há existência de Síndrome de Down ou outros problemas genéticos, apenas apresenta estimativas de risco. Há crianças perfeitamente normais que apresentam graus da translucência nucal aumentada”, ressalta o obstetra.

Somente a realização de análises, como a biópsia de vilosidades coriônicas (fragmentos da placenta) ou a amniocentese (coleta do líquido amniótico), confirma a presença de distúrbios genéticos. “A maioria dispensa os testes invasivos, já que a classificação da TN pode tranquilizá-los”, finaliza Miguelez.

Então, atente-se para o prazo deste exame – o ideal é realizá-lo na 12ª semana de gestação – e não vá embora da consulta com dúvidas, afinal, o bem-estar da mamãe, inclusive no que diz respeito à ansiedade e ao medo, é essencial para o bom desenvolvi- mento do bebê.

 

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